segunda-feira, 29 de junho de 2009

Eu me lembro do

episódio da "Papoula", do Pinóquio da Record ("japonês"), aquele sinistro Pinóquio sem esperança ou alívio. Papoula, uma amiga que ele encontra nas campinas, oferece um calendário onde todo dia é sábado. Nunca vou esquecer desse calendário, ou desse convite. Pinóquio sucumbiu à morfina naquela tarde. Pagou caro por isso, sem esperança ou alívio.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Eu me lembro de

uma feira de ciências do colégio, de quando eu tinha 11, em 84, em que num sala estavam expostos vários fetos em vidros diferentes, em diversos estágios, além de um bebê de 2 cabeças e - meu favorito - o pulmão do fumante. Lembro de ter sucumbido à curiosidade de abrir e cheirar o vidro cúbico onde estava um cérebro, e de correr pro banheiro pra lavar as entranhas do meu nariz, em chamas ardentes, devido ao Formol de 50 anos que agora corroía sua mucosa. Estranho é pensar nisso hoje em dia, hoje, num tempo em que deram tanto poder aos celibatários de se expressar e interferir em todo tipo de criação-de-caso que lhe convenha. Hoje, imagine a exposição de fetos para a 5a. série, quanta mãe desocupada e mal-comida iria se levantar em defesa das crianças... -e ganharia!

Eu me lembro de

"Superman", o primeiro filme que eu me lembro, e o primeiro mais-alto "Tan-Taram!!" ainda me arrepia até hoje. Meu pai disse que o Carlos Moreno estava no banheiro, mas eu nao reconheci, ou dei importância alguma, do alto dos meus 5 anos. Eu nunca vou saber porque essa graça tive, de ter como primeira impressão do cinema a ópera, o John Williams, um Maestro.

Eu me lembro de

uma crucificação do Ultra-Seven, onde ele ficava preso a uma cruz de "acrílico", com bizarras aberturas redondas (gigantes) onde estariam os pregos no jesus-equivalente. E lembro de um cara ser entrevistado no "Fanzine", com Marcelo, dizendo que aquilo tinha traumatizado ele, assim como havia sucedido (em ressonância) comigo.

Eu me lembro da

Débora Duarte, numa festa em uma mansão, fugindo do salão principal e entrando em uma sala onde estava só. "Eu dava minha alma por um cigarro!" - e um Flávio Galvão, diabo do Fausto, aparecia com uma carteira dourada:"Aceita?"

Eu me lembro de

um episódio do Speedy Racer em que ele ficava cego, o corredor X ficava paralítico, e eles caíam de um penhasco, e para voltar à corrida tinham de juntar esforços: "você será minhas pernas, eu serei seus olhos".

Eu me lembro de

"Braço de Ferro", que o Walter Stuart era o vilão, e os moleques da rua eram o futuro "Dominó", ou coisa parecida. Passava na Bandeirantes. Lembro de um episódio em que o Bolacha, o gordo, entrava numa máquina de transformação qualquer, e saía negro e magrela, do outro lado.